A vida volta ao normal

butter

Em 13 de junho de 2013, abri o resultado da punção e li uma linha assustadora: “compatível com carcinoma papilífero”. Olhando para trás, percebo que eram dias de muita tensão apesar da aparente tranquilidade que eu tentava demonstrar.

Hoje, passado exatamente um ano, vou fazer o teste de nivelamento na SEDA College, escola que será meu bate-ponto diário durante os seis meses de curso de inglês em Dublin, Irlanda. O sonho antigo que o carcinoma papilífero adiou se torna realidade da melhor forma possível!

O que eu quero dizer com isso é que a vida segue. Durante cerca de três meses (tempo médio do tratamento inicial), você se verá entre exames, cirurgia, recuperação, iodoterapia – ou não – e início dos hormônios. É um período chato, mas aos poucos a rotina vai se ajustando e tudo volta ao normal. A maior prova é esse blog: eu, cheia de assuntos para comentar e sem tempo de me dedicar a ele como deveria por conta das correrias da vida.

Estou curada e com um novo projeto, o Savana in Dublin. Por lá, contarei tudo sobre a nova vida em uma nova cidade, novo país, novo continente. Me visitem! :)

Continuarei a passar por aqui para responder os comentários e, quem sabe, com novos posts. Quem quiser conversar, pode mandar email para: savanacaldas@gmail.com

A troca de experiências sempre é muito rica e, se você tem Facebook, não deixe de solicitar a participação no grupo Amigas da Tireoide. São mais de 2 mil membros conversando, esclarecendo dúvidas e apoiando uns aos outros. Deixo aqui a foto de um encontro realizado em Salvador, no dia 07 de junho, com algumas pessoas super especiais que conheci através do grupo: Jordan, Agnies, euzinha e Helenita. :)

amigas da tireoide

Até logo e obrigada a todos que passaram por aqui durante este período! :)

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Na fragilidade, somos todos parecidos

Neste domingo, o suplemento Revista da TV do jornal O Globo trouxe uma matéria com o ator Reynaldo Gianecchini. No site, a manchete era: “É difícil encontrar alguém que preencha meus requisitos”. Tá certo que ninguém – teoricamente – vai sair por aí se envolvendo pra valer com qualquer pessoa, mas fiquei curiosa pra saber quais eram as tais condições necessárias para se engraçar com o moço. Vai que…, né? :) #brinks #fidelidade

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Ooooooooooooooi! <3

A reportagem abordou diversos aspectos da vida do global. “Abriu um restaurante orgânico”, “é sócio da colega de elenco”, “gravação do filme X” e por aí vai. Em certa altura, fizeram uma comparação do momento de seu personagem na novela “Em Família”, que descobre uma patologia cardíaca, com sua vida pessoal. Em 2011, Gianecchini enfrentou um câncer linfático e passou por quimioterapia e transplante de medula. Fui lendo a matéria e, quando já estava perdendo o interesse e prestes a fechar a aba, li algo que chamou minha atenção e que destaco abaixo, em negrito.

— Esses dias o Jayme (Monjardim, diretor de núcleo) chegou e disse: “Faz a cena assim, você deve se lembrar da sua doença”. E eu respondi: “Cara, não tem nada a ver com a minha doença”. Não tinha cansaço, não tinha tontura, meus sintomas eram outros, não é exatamente a mesma coisa. Acho que na fragilidade é parecido. O personagem fala: “Poxa, está acontecendo tudo ao mesmo tempo na minha vida”. Eu tive essa sensação também. A vida dá uma virada em todos os sentidos. Você passa a questionar a profissão, se está selecionando os trabalhos certos, as amizades. Com a doença, você indaga tudo. Foi uma grande mudança de entendimento geral de todos os fatores da minha vida — explica.”

Rolou uma identificação na hora. Na fragilidade, somos todos parecidos. Para você que está passando por um processo de descoberta da doença ou se está no meio do tratamento e teve que adiar seus planos mais queridos, vai um conselho do Dalai Lama:

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Bem, na verdade eu não sei se é dele ou se é mais uma daquelas frases que atribuem aos pensadores, mas o que importa é a essência. :) Pode não dar certo agora para dar certo – e melhor! – lá na frente. Foi (e está sendo) assim comigo!

E é assim, na pegada da auto-ajuda-sincera, que inicio a semana. Até quarta, quando cederei o espaço para a Cristina Bandeira trazer o depoimento dela. ;)

Tirando dúvidas com a Dra. Fernanda Fahel

pensnado

Ao longo desses nove meses de blog, percebi que a iodoterapia, terapia com iodo radioativo, é um dos temas que mais intriga pacientes e parentes de pessoas com câncer de tireoide. Além de ter tido várias dúvidas na época em que fiz a cintilografia e a PCI, vejo diariamente os termos utilizados em buscas feitas pelo Google e que acabam trazendo leitores para cá.

Publicar uma entrevista sobre o tema era um desejo antigo e, felizmente, este dia chegou! :)

A Dra. Fernanda Fahel, especialista em Medicina Nuclear pela UNICAMP e titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, gentilmente respondeu os muitos questionamentos baseados em dúvidas pessoais e nos resultados da busca do Google.

Dra.

Vamos conferir?

Enquanto algumas dietas são bastante restritivas e proíbem itens como leite, ovos e queijo, existem clínicas que são mais liberais e permitem o consumo destes e de outros produtos. Por que existe essa diferença? O consumo de leite, queijo, ovos e achocolatado faz alguma diferença no resultado final?

Dra. Fernanda Fahel – A dieta pobre em iodo nos 7-14 dias que antecedem a administração oral de I131 é recomendada pela grande maioria dos serviços de Medicina Nuclear. Essa recomendação é feita com o objetivo de reduzir a quantidade de iodo não radioativo no corpo do paciente e de incrementar a captação do I131 e a consequente irradiação de tecido tireoidiano residual ou das metástases de carcinoma de tireoide.

Apesar de alguns trabalhos publicados na literatura mostrarem os benefícios da restrição do iodo na dieta, a influência dessa dieta na taxa de sucesso da terapia ainda não foi demonstrada de forma efetiva. Por esse motivo, talvez, alguns serviços recomendem dietas mais ou menos restritivas que outros.

O que evitar numa dieta restrita em iodo? O uso de cosméticos realmente influencia no resultado? Porque? 

FF – De uma forma geral, os alimentos que mais contém iodo e que devem ser evitados no processo de iodoterapia são: sal iodado, frutos do mar, embutidos, enlatados, salgadinhos, molho de soja, defumados e alguns tipos de folhagens (como agrião, repolho, couve e aipo).

Alguns serviços restringem ainda ovos, pães industrializados, leite integral e queijos.

Outras fontes de iodo também devem ser evitadas por um período de 30 dias que antecedem ao tratamento como tinturas para cabelos, esmaltes de unha,  bronzeadores, soluções tópicas (alcool iodado, polvidine), alguns tipos de medicações que contenham iodo (xaropes, suplementos vitamínicos) e até preventivo ginecológico. Antiarrítmicos e contrastes iodados devem ser evitados durante um período de três meses antes da iodoterapia por conterem elevada concentração de iodo.

Durante a dieta pobre em iodo, posso tomar banho de mar?

FF – Da mesma forma, o banho de mar expõe o paciente ao contato com iodo nas mucosas e pele, devendo ser evitado.

Quantos dias com restrição de iodo são necessários para fazer a cintilografia?

FF – Para realização de pesquisa de corpo inteiro com I131 ou cintilografia cervical, o preparo necessário é o mesmo da iodoterapia, ou seja, todas as orientações já discutidas.

Quais são os possíveis efeitos colaterais imediatos da iodoterapia?

FF – Os efeitos colaterais da iodoterapia geralmente são discretos e bem tolerados e estão muito relacionados a dose de I131 administrada (doses menores tem chance muito pequena de causar esses efeitos). Nas doses maiores os efeitos mais frequentes são náuseas e sialoadenite e podem ser minimizados e evitados através do uso de antieméticos e adotando-se medidas de estímulo das glândulas salivares com frutas cítricas, balas e hidratação constante.

Quais são os sintomas após 30 dias de tratamento de iodoterapia? A queda de cabelo acentuada após o processo é normal? 

FF – Após 30 dias do tratamento, as queixas mais comuns são ganho de peso e a queda de fâneros (cabelos). Esses sintomas são comuns nos pacientes expostos ao hipotireoidismo pré-tratamento (pacientes que não fizeram uso do Thyrogen), porém são transitórios e cessam dentro de poucos meses.

Qual é a diferença entre pet scan e pci?

FF – PCI com I131 significa Pesquisa de corpo inteiro com I131  e tem a finalidade de demonstrar restos tireoidianos e metástases ao longo do corpo do paciente com câncer de tireoide. Esse exame nos dias atuais poderá ou não ser solicitado antes da iodoterapia.

 Já o PET Scan (Tomografia por Emissão de Pósitrons) é um exame de corpo inteiro que pode ser solicitado quando se suspeita de progressão da doença (p. ex. elevação da tireoglobulina) e não se encontra os focos de doença pelos exames convencionais ( USG, PCI, Tomografias).

A tireoglobulina pode aumentar na iodoterapia? 

FF – Não é a iodoterapia a responsável pela elevação dos valores de tireoglobulina. O que ocorre é que,  quando o paciente se prepara para o tratamento, seja suspendendo o uso do hormônio tireoidiano ou através do uso do Thyrogen, haverá uma elevação do TSH do paciente e por consequência disso, a tireoglobulina será sensibilizada. Nos pacientes com doença residual a tireoglobulina poderá aumentar nesse período.

Tive contato com pessoa que fez iodoterapia. E agora?

FF – Quando o paciente que acabou de realizar a radioiodoterapia recebe alta hospitalar, os níveis de radioatividade no corpo do mesmo são baixos o suficiente para que ele possa manter convívio social, sem causar nenhum tipo de prejuízo para os indivíduos a sua volta. Esse paciente receberá, ainda, algumas orientações de cuidados para minimizar a exposição a mulheres grávidas e crianças  e a outras pessoas do convívio familiar.

A iodoterapia após tireoidectomia engorda?

FF – Como já discutido anteriormente, a iodoterapia não é a causadora do aumento ponderal do paciente e sim, o estado de hipotireoidismo que o paciente poderá ser submetido antes do tratamento. Após reestabelecer os níveis de hormônios no sangue, tudo vai voltando ao normal.

Espero que possa ajudar e que tenham gostado! Mil obrigadas pela participação, Dra. Fernanda! :)

Onde Dra. Fernanda Fahel atende:

• Clínica GAMMA (Unidade de Medicina Nuclear do Hospital da Bahia) – 71 2109-1149 | 71 2109-1165
• Clinica Diagnoson
• Hospital Aristides Maltez

Tireoidectomia – Fevereiro

Fevereiro foi corrido. Tão corrido que só hoje, dia 02 de março, em pleno carnaval bombante de Salvador, vim postar as respostas das perguntas que mais trouxeram leitores para o blog durante o segundo mês do ano. Em negrito, os termos tal qual foram digitados no Google e trazidos pra cá.

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Vamos lá? ;)

Bolo sem ovo iodoterapia – Tem um de banana que eu adoro! Clique aqui e confira a receita.

Todo mundo que tira um carcinoma da tireoide precisa fazer iodoradioterapia – Nem todos. Tumores que ultrapassam a marca de 1 cm, por exemplo, costumam ser encaminhados para este tratamento complementar. Outros fatores que influenciam: se houve invasão dos linfonodos e se o tumor não estava encapsulado (ou seja: invadiu os tecidos vizinhos). Essa resposta foi dada com base nas minhas pesquisas, mas os médicos também devem utilizar outros parâmetros que eu desconheço.

Thyrogen atrasa menstruação?  – Não que eu saiba. A minha sempre foi irregular e acabou ficando normal depois da cirurgia. :)

Café da manhã sem iodo – Banana da terra, cuscuz de milho, batata doce e aipim. Para beber: café de coador com leite em pó desnatado. Existem dietas que liberam um pão francês por dia, então use manteiga sem sal, torre e NHAM! Também dá pra comer o tal bolo de banana, bolo de cenoura, de milho… Basta se programar (coisa que eu não fiz muito bem).

Doce de morango industrializado pode dieta pobre iodo – Melhor evitar, afinal, nunca se sabe exatamente como esses doces são feitos e a chance de terem utilizado corantes vermelhos é imensa. Não sei o motivo de proibirem justamente o vermelho (e não o azul, amarelo…), mas espero trazer essa resposta em breve. ;)

Quem vai fazer iodoterapia pode comer pastel? – Mais um da ala a ser evitada. A massa leva ovos e o recheio deve utilizar sal comum, ou seja: sinal vermelho!

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Quantas sessões de iodoterapia são necessárias?  Na quimioterapia, o tratamento é feito por sessões. A iodoterapia é diferente: apenas uma sessão que dura cerca de três dias, contando com o tempo de isolamento. Já ouvi relatos de pessoas que precisaram repetir a iodoterapia anos depois, mas não acho que seja corriqueiro.

Carcinoma Papilífero atrapalha a engravidar? – Segundo a endocrinologista Patrícia Viterbo, a fertilidade não fica comprometida, desde que a dose de hormônio esteja ajustada. Clique aqui e confira a entrevista completa. E pra finalizar: lá no Amigas da Tireóide (grupo no facebook) quase todo mês alguém aparece com a notícia do primeiro (ou segundo, ou terceiro) filho.

Tireoidectomia altera libido? – Comigo nada mudou nesse aspecto, a não ser na época do hipotireoidismo, quando só queria dormir. Ou seja: depende da fase em que você se encontra. Mais detalhes sobre isso aqui.

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Como a maioria das dúvidas se refere ao período da iodoterapia, em breve teremos uma entrevista com um especialista da área. :) Prometo! Beijos e bom carnaval!

Queda de cabelo após tireoidectomia

Há tempos planejo um post sobre o assunto, mas só hoje tive a inspiração para falar sobre o tema, após ver esta figura postada no grupo Amigas da Tireóide.

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Uns jogam a culpa na iodoterapia. Outros responsabilizam a anestesia geral e tem o time que aposta no hipotireoidismo. Não sei quem está certo (ou se todos estão com a razão), mas sei que o resultado é bem esse aí: tufos e mais tufos de cabelo saindo na escova, no pente, no banho ou em uma simples passada de mão. No meu caso, além da queda de uns 30% a 40% do cabelo, tive um ressecamento intenso. As madeixas ficaram porosas, sem brilho e sem forma, cheias de frizz.

A irritação com o aspecto cabelístico era tanta, que a vontade era fazer isso:

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Mas aí o problema ia se agravar, né? Hehehe. Para resolver isso, foram receitadas vitaminas A, D e E.

O pesadelo só melhorou com sessões de cauterização Senscience e reconstrução Joico feitas no salão. Parece jabá, mas não é, no entanto, se as marcas quiserem me presentear, tô às ordens. :)  #caradepau

O que tenho feito? Cronograma capilar. Já ouviu falar? Que bom! Não sabe o que é? Então senta aí que vou explicar em linhas gerais.

O Cronograma Capilar (ou CC) é um tratamento intenso e, principalmente, regular, que busca promover a recuperação dos fios. Destaquei o regular pq é preciso ser disciplinada e ter paciência para ver os resultados.

Sabe aquelas hidratações que vc compra no mercado ou em lojas de beleza e faz em casa? É isso aí, só que ao invés de pegar uma máscara qualquer e tacar na cabeça a cada 15 dias, você vai alternar o uso de três tipos de tratamento em intervalos (BEM) menores. Já que você está aqui, vou trazer o assunto de maneira resumida, mas dá para obter muitas informações sobre o assunto em um grupo no facebook. Busque “Cronograma Capilar” e solicite a inclusão no fórum.

Voltando ao assunto: vamos conhecer as etapas? 

Hidratação – repõe a água que o cabelo perdeu e traz maciez.

Nutrição – repõe os lipídios, deixa um aspecto saudável e retém a água da hidratação.

Reconstrução – deixa os fios encorpados e fortes.

Agora que já conhece o que cada uma faz, você precisa definir o que se adapta ao seu cabelo. Ele está fraco? Aumente a quantidade de reconstruções. Não está macio? Hidrate. Está sem maleabilidade? Nutrição nele!

De quanto em quanto tempo? 

Aí entra a questão da disciplina. O que eu fazia (preciso voltar a fazer, inclusive): Reconstrução no sábado, não lavava o cabelo no domingo e, se desse, aguentava até terça, quando fazia a hidratação. Aí tentava aguentar mais dois dias até a quinta-feira, quando era dia de nutrir e, no sábado, reiniciava o ciclo. Em algumas semanas você sente a diferença e vira um vício, derrotado apenas pela preguiça.

Como saber quais produtos utilizar em cada etapa? Busque máscaras à base de:

Hidratação – Aloe Vera, Pantenol…

Nutrição – Ceramidas, manteiga de karité, abacate, argan…

Reconstrução – Queratina, colágeno, cisteína…

E pra finalizar, minhas recomendações! Sem jabá mais uma vez, mas aceitando tudo o que vier de brinde. :D

Hidratação – Head & Shoulders é minha favorita e tem um custo benefício maravilhoso. Não custa mais de R$ 10 aqui em Salvador. Aproveite e compre o condicionador também! Ah! Se quiser potencializar o efeito, acrescente uma medida da tampa de Bepantol líquido. Outra máscara tudibom é a  Oil Miracle da Schwarzkopf. Ela custa cerca de R$ 104, mas é bem consistente, rende bastante e opera milagres! Dá pra encontrar por preços menores quando entra em promoção nas lojas Beleza na Web e Cabeleza.

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Nutrição – Manteiga de Karité da Bioextratus. Custa cerca de R$ 25 e é muito potente. É minha preferida, mas também pode ser a de abacate da linha Raízes, da Ecologie. Se não tiver na sua cidade, pode comprar a Elséve de tampa laranja – Arginina.

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Reconstrução – Minha fase mais amada! :)

Recomendo a linha de reconstrução da Vizcaya + o creme de pentear (custo médio do kit – R$ 65); a dobradinha feita com a queratina líquida da Novex (cerca de R$ 10) + a máscara Anti-Age da Amend (cerca de R$ 30); E a reconstrução mais premiada do mundo (não por mim, mas por órgãos competentes), Joico K-Pak. Ela é mais cara, mas também dá pra encontrar em promoção nos sites citados acima.

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Espero que ajude e que estejamos todas com as cabeleiras lindas em março! :)

Tireoidectomia – Janeiro

Foram uns quatro ou cinco meses para atingir a marca de cinco mil views. Em compensação, 2014 chegou chutando a porta e só no mês de janeiro já foram mais de três mil visualizações do blog. :)

Juro “pujesui” que não sou eu dando F5 o dia todo! Hehehehe!

Por causa dessas visitas oriundas, principalmente, da busca do Google, resolvi dar uma olhada nos termos mais pesquisados durante o mês e vou responder, sempre nos dias 28, 29 ou 30, as dúvidas mais pertinentes dos (uau!) leitores. Claro, vou falar sobre o que está ao meu alcance, sem me adentrar nas dúvidas estilo ~consultório virtual~ para não acabar invadindo um campo desconhecido.

Em negrito, os termos tal qual foram digitados no Google e trazidos pra cá.

Vamos lá?

Lenço e tireoidectomia – a dupla infalível e imbatível… para quem mora em lugares frios! Em Salvador, onde a média anual se aproxima de “mármore do inferno“, é impossível. Como solução: micropore, protetor solar ou fita de silicone (Mepiform, de preferência).

Sem espaço para lenços!

Sem espaço para lenços!

Quem tem câncer de tireoide pode receber auxilio doença – Pode sim. É difícil, mas eu recebi após a 3ª perícia. Na primeira, disseram que a doença não era incapacitante. Na segunda, disseram que eu estava ótima (ainda não tinha operado) e, na terceira, cinco dias após a cirurgia e ainda com os pontos no local, não tiveram como negar.

Alimentação pós tireoidectomia – Normal. Apenas foi recomendado dar um reforço no leite, iogurte e queijo, ou seja: tudo que é rico em cálcio. Dizem para evitar camarão, peru e presunto pois são conhecidos por dificultar a cicatrização, no entanto, no pós-operatório não me falaram nada sobre eles. De qualquer forma, passei longe por umas semanas.

Tireoidectomia faz cair o cabelo – a cirurgia em si, não. A anestesia e o período que passamos em hipotireoidismo, sim. Calma, molier! O cabelo não cai 100%! Em situações normais, é comum perder cerca de 100~150 fios por dia, no entanto, com esses dois fatores, esse volume fica acentuado. Minha experiência: com quatro meses de cirurgia e dois de Puran T4, os tufos começaram a sair a cada lavagem ou passada de mão. Posso dizer sem exageros que perdi uns 30% do cabelo. O que eu fiz? Vitaminas A, E e D, além da temida Vitamina T, mais conhecida como TESOURA. Cortei na altura do pescoço.

Frio apos tireoidectomia e normal? – Sim. Sou super calorenta e, ainda assim, passei um período dormindo com meia, lençol e manta de microfibra. Quando os hormônios começarem a entrar nos eixos, o frio excessivo passa.

Que sabor tem o liquido de iodo para fazer o exame de cintilografia – Sabor, cor e cheiro de água, ou seja: nada.

Hospitais na Bahia que fazem cintilografia da tireoide – Que eu conheço: São Rafael e Clínica Gamma, no Hospital da Bahia. A Diagnoson também faz.

Inchaço no corpo todo após cirurgia tireoidectomia – Cerca de 18 dias após a tireoidectomia e sem tomar nenhum hormônio, comecei a me sentir inchada. A cada dia, ia piorando e ficava muito evidente no rosto… é como ter o dia inteiro aquela cara de quem acabou de acordar. É mais um sintoma chato do hipotireoidismo que, ainda bem, vai para o espaço algumas semanas depois de começar a tomar o hormônio.

Como emagrecer depois da tireoidectomia – Aháaaaaaa, amyga! Sabe onde você vai encontrar essa resposta? Em um pote de ouro no fim do arco-íris.

Ele também não consegue emagrecer...

Ele também não consegue emagrecer…

Nunca vi, nem comi ouvi, eu só ouço falar. Após a cirurgia, engordei quase quatro quilos e tá difícil, viu! Tenho feito dieta, exercícios e o ponteiro simplesmente se recusa a descer. Relatei isso na última consulta com a endocrinologista, mas, por enquanto, vamos apenas acompanhar a evolução (ou não!), de preferência para baixo. Se você descobrir a fórmula mágica, favor avisar! :)

Cicatriz x Verão – O que fazer?

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Só de olhar pra essa foto (tirada em Maceió-AL, em 2011… eu acho) já bate aquela vontade de colocar o biquíni e sair correndo em direção a um dia de mar, sol e água fresca. Mas aí tem um certo fator bem no seu pescoço que insiste em lhe preocupar. O que fazer para proteger o local e garantir o bom andamento da cicatrização? 

Minha primeira dica é: calma. Isso mesmo. Fiz a cirurgia em agosto e só em dezembro pisei na praia. Pode parecer um tempo meio exagerado, mas quis garantir que tudo estaria pronto para receber a cola do micropore, a água do mar, o suor e as grossas camadas de protetor solar. Lenço nem pensar, né? Com o calor que faz, pelo menos pra mim, é super inviável. 

Na primeira tentativa, protegi o local com fita de silicone Mepiform, mas é claro que isso não ia dar certo. A pele fica mais úmida que o normal e o resultado foi a fita perdida na imensidão do mar. 

Com micropore, o problema foi a marca que ficou após um dia de sol. Nada legal ter um quadrado branco no meio da pele bronzeada. Além disso, algumas pessoas podem ter reação alérgica por causa do adesivo. 

O que tenho feito: começo com uma camada geral e generosa de protetor solar. Em seguida, coloco BASTANTE protetor só nas cicatrizes da cirurgia e do dreno. Não espalho… deixo brancão mesmo.

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Na hora da foto, devo ter esquecido de passar embaixo. Ops! 

Ah! E não fico torrando no sol. Conferir marquinha é coisa do passado. Se não estou na água, estou bem protegida embaixo do guarda-sol. Vale comprar chapéus ou viseiras maiores, de forma que a sombra proteja a região da exposição direta. Também dá pra passar Hipoglós, Bepantol ou Cicaplast, que têm uma textura mais pegajosa/grudenta e – acredito – saem com menos facilidade. 

Não estou dizendo que as outras formas de cuidado são ruins, mas isso é o que tem funcionado pra mim. 

No mais, aproveite a praia! :) 

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